Nossa, um bom tempinho que não escrevo por aqui. Mas é que eu tava de férias, sabe? E nas férias você fica o dia inteiro no computador, sem fazer nada e aí por isso eu escrevia, por que me dava na telha. Não é à toa que esse é o título do blog. =D
Bem, mas hoje venho compartilhar de um sentimento que está me atormentando um pouco. Vamos ao texto logo.
Essa questão que tanto me aflige pode se resumir em uma única palavra: vestibular. Aliás, qual é o estudante de Ensino Médio que não fica simplesmente apavorado ao ouvir essa palavra?
A minha aflição não é a mesma dos outros estudantes, que se preocupam pelo fato de saber que sua carreira é concorrida ou algo parecido.Comigo a situação é um pouco diferente.
Quem me conhece sabe que eu sou simplesmente viciado em Música, e que não penso em outro coisa. Respiro música, literalmente!
Pois bem: nessa situação não me vejo em outra carreira senão a Música. Mas (sempre tem um mas), eu não sei se realmente quero cursar uma faculdade de Música, pois quero ser um cantor popular, de sucesso, e tal... Quando penso na questão da faculadade de Música, me pergunto: quantos cantores que estão aí fazendo sucesso são formados em Música? Aí vem aqueles que diem que aprender é importante. Mas em nenhum momento mencionei que não quero aprender, pelo contrário, quero aprender sempre. Como já dizia o grande compositor Gonzaguinha: "Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz".
No entanto, a faculdade de Música oferece uma formação muito mais clássica do que popular, ou seja, para maestros, regentes, compositores, cantores líricos, etc. Acho interessante e é o do meu desejo fazer cursos sobre Música para aprender sempre, mas tenho consciência que os conhecimentos presentes na faculdade de Música não são exatamante apropriados pro tipo de carreira que desejo construir.
Como não pretendo fazer Música na faculdade, começo a pensar nas minhas outras opções. Penso em Jornalismo ou Letras, porque adoro escrever e amo Inglês, mas a verdade é que nunca conseguiria fazer uma dessas coisas abdicando da Música.
Nisso consiste minha angústia. Enquanto muitos aguardam euforicamente e ansiosamente pelo vestibular eu o faço sem grande convicção, pois sei o que realmente quero não vou encontrar na faculdade e sim na vida. Porém, no mundo de hoje, onde o Ensino Médio completo já não é mais nada, seria um grande risco confiar as minhas fichas no empirismo.
Penso na faculdade como uma maneira a mais de aprender, mas quase nunca numa maneira de aprender o que quero pra minha vida.
Isso é tão confuso pra mim. Talvez eu esteja fazendo um pré-julgamento da Universidade de Música, porque realemente tenho grandes bloqueios com algumas áreas da teoria, harmonia, etc. Estou disposto a procurar me informar mais sobre as faculdades que quero para poder optar pela mais adequada às minhas pretensões. Não descarto a possibilidade de fazer Música, preciso me informar mais, como já disse.
Perdoem-me por esse texto tão pessoal. Mas é que, de repente, tive uma vontade súbita de escrever sobre isso que há tanto guardo para mim. Essa é minha opinião no momento, talvez totalmente equivocada, mas é. Amanhã posso ter outra completamente diferente.
Termino minha postagem com duas citações de música que marcam esse momento da minha vida e esse texto.
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo" (Raul Seixas)
"Vivendo e aprendendo a jogar, vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar" (Não sei o compositor)
Obrigado por me aguentarem mais uma vez.
Abraços a todos, queridos leitores.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
Lucas, eu acho que você ainda tem muito o que pesquisar, porque pelo que me dizem, não necessariamente você aprende coisas de maestro ou de compositores líricos. Isso é você quem escolhe. Numa faculdade de música, o que de fato se aprende em qualquer instrumento que você vá fazer, é ler partitura, saber distingüir notas de ouvido, estudar de seis a oito horas por dia, compôr (sim, isso de fato se ensina e você tem de aprender; mas veja: não necessariamente é uma composição lírica, depende do seu curso). Por exemplo: se você fizer faculdade de regência, primeiro: ela é muito mais longa do que uma faculdade de instrumento. Segundo: você aprende como ler grade, que é a junção de todos os intrumentos na mesma música, tipo uma partitura de todos os instrumentos que tocam na mesma música na orquestra. Terceiro: você tem de aprender a tocar piano, como você também tem que aprender quando faz licenciatura em música. Mas se você quiser optar por violão, então não é preciso aprender piano, nem muito menos a ler grade. O curso é diferente. Talvez, não tenho certeza, tenha curso de violão clássico e violão popular, ou talvez tenha um curso somente pra violão, mas você com certeza aprenderá o suficiente dos dois. Violão clássico também é muito bom, a diferença mais significativa é que você dedilha muito mais do que toca acordes, o que é mais normal no violão popular, de música brasileira. Qaundo tiver tempo, tenta ir no google e procurar saber se há um curso separado pra quem quer mesmo se formar em violão de música popular brasileira. Beijão, espero ter ajudado em alguma coisa =)
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