quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Toda vez que volto a esse blog começo com "Pessoal, quanto tempo não venho por aqui..."



E hoje não poderia ser diferente.



Mas por que isso?



Porque simplesmente não se está disponível todos os dias e também não se está a fim de escrever todos os dias. Eu, particularmente, estar com essa vontade para redigir bons textos.
Digamos que hoje estou inspirado e irei falar de Cinema.




Já devia ter falado sobre isso há uma semana, já que foi na última quinta-feira que assisti ao filme sobre o qual irei comentar. Mas como as idéias ainda estão fresquinhas na minha mente, vou redigir esse texto pra vocês, mesmo com esse pequeno atraso.




O filme é "Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", com direção de Tim Burton e estrelado por Johnny Depp.






Resumindo rapidamente a história do filme: Sweeney Todd era Benjamim Barker, apaixonado por uma bela moça. No entanto, um poderoso juiz também apaixona-se por essa moça e devido a sua autoridade coloca Barker atrás das grades , devido a uma falsa acusação.

Depois de passar anos e mais anos na cadeia, Barker volta com o nome de Sweeney Todd e conhece a Sra. Lovett's (acho que é esse o nome dela), dona da pior loja de tortas de Londres(hahaha). No decorrer da trama, Todd torna-se "sócio" de Lovett no negócio, contribuindo com a carne das tortas.

Bem... Esse resumo pode não ter sido lá muito explicativo, mas, essa é a minha intenção. Não quero contar muito pra vocês, porque o bom desse filme é a surpresa que ele causa no espectador.

Falando do talentoso Tim Burton, não é de hoje que me encanto com as histórias dele. Sou fã de longas como "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" e "A Noiva Cadáver". Mas esse filme me despertou um interesse especial, justamente por tratar-se de um musical (meu gênero preferido de filmes).

Queria ver o que o louco do Tim Burton ia fazer num musical e gostei muito do resultado.

"Sweeney Todd" é um musical literalmente, pois quase todos os diálogos são cantados (e muito bem cantados, por sinal). As melodias desempenham papel fundamental na agilidade da trama, ajudando em momentos de suspense e até de humor.

Além disso, o filme é um musical que não muito comum. Não apresenta números musicais específicos, como ocorre em "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" e "Chicago", nos quais os números musicais não são essenciais para se entender a história. São apenas charmes adicionais.

Ao contrário deles, "Sweeney" conta suas histórias através das músicas. Ou melhor, através da música. Porque num filme como este é difícil dizer onde começa uma música e onde termina a outra. É tudo muito contínuo.

Me arrisco a dizer que, por conta dessa característica peculiar, esse será um filme amado e odiado.

Amado pelos fascinados por música;pelos que ficarão fascinados com a arte de contar a história através da Música; pelos que ficarão inquietos ao assitir; pelos que ficarão impressionados com as impecáveis atuações; pelas belas vozes; pelo belo figurino, bela fotografia; pela qualidade técnica, etc.

E odiado por aqueles que estão presos aos filmes convencionais, nos quais tudo é falado; por aqueles que não suportarão ver sangue; por aqueles que esperarão ouvir belas canções falando de amor; por aqueles que entrarão no cinema para ver um filme em padrões hollywoodianos e que perceberão que trata-se de um filme diferente, cult, etc.

Destaco no filme o humor que ele traz consigo, apesar de ser um filme incrivelmente sangrento e com fortes cargas de suspense. Algumas cenas são realmente impagáveis, com os atores contracenando entre si, através da Música e propondo coisas absurdas, o que faz o espectador rir por conta delas. Um humor incrivelmente negro.

A dupla Johnny Depp e Helena não sei das quantas (mulher do Tim Burton) funcionou muito bem. A cena em que os dois propõem uma sociedade na loja de tortas e a que ela sonho com um futuro feliz são engraçadíssimas.

Só lamento de mais uma vez a Academia não ter reconhecido o talento de Johnny Depp.

A dica está dada. Assistam e me digam depois, ok?

Abraços a todos.

Escrito por: Lucas de Castro


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Nossa, um bom tempinho que não escrevo por aqui. Mas é que eu tava de férias, sabe? E nas férias você fica o dia inteiro no computador, sem fazer nada e aí por isso eu escrevia, por que me dava na telha. Não é à toa que esse é o título do blog. =D

Bem, mas hoje venho compartilhar de um sentimento que está me atormentando um pouco. Vamos ao texto logo.


Essa questão que tanto me aflige pode se resumir em uma única palavra: vestibular. Aliás, qual é o estudante de Ensino Médio que não fica simplesmente apavorado ao ouvir essa palavra?
A minha aflição não é a mesma dos outros estudantes, que se preocupam pelo fato de saber que sua carreira é concorrida ou algo parecido.Comigo a situação é um pouco diferente.
Quem me conhece sabe que eu sou simplesmente viciado em Música, e que não penso em outro coisa. Respiro música, literalmente!
Pois bem: nessa situação não me vejo em outra carreira senão a Música. Mas (sempre tem um mas), eu não sei se realmente quero cursar uma faculdade de Música, pois quero ser um cantor popular, de sucesso, e tal... Quando penso na questão da faculadade de Música, me pergunto: quantos cantores que estão aí fazendo sucesso são formados em Música? Aí vem aqueles que diem que aprender é importante. Mas em nenhum momento mencionei que não quero aprender, pelo contrário, quero aprender sempre. Como já dizia o grande compositor Gonzaguinha: "Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz".
No entanto, a faculdade de Música oferece uma formação muito mais clássica do que popular, ou seja, para maestros, regentes, compositores, cantores líricos, etc. Acho interessante e é o do meu desejo fazer cursos sobre Música para aprender sempre, mas tenho consciência que os conhecimentos presentes na faculdade de Música não são exatamante apropriados pro tipo de carreira que desejo construir.
Como não pretendo fazer Música na faculdade, começo a pensar nas minhas outras opções. Penso em Jornalismo ou Letras, porque adoro escrever e amo Inglês, mas a verdade é que nunca conseguiria fazer uma dessas coisas abdicando da Música.
Nisso consiste minha angústia. Enquanto muitos aguardam euforicamente e ansiosamente pelo vestibular eu o faço sem grande convicção, pois sei o que realmente quero não vou encontrar na faculdade e sim na vida. Porém, no mundo de hoje, onde o Ensino Médio completo já não é mais nada, seria um grande risco confiar as minhas fichas no empirismo.
Penso na faculdade como uma maneira a mais de aprender, mas quase nunca numa maneira de aprender o que quero pra minha vida.
Isso é tão confuso pra mim. Talvez eu esteja fazendo um pré-julgamento da Universidade de Música, porque realemente tenho grandes bloqueios com algumas áreas da teoria, harmonia, etc. Estou disposto a procurar me informar mais sobre as faculdades que quero para poder optar pela mais adequada às minhas pretensões. Não descarto a possibilidade de fazer Música, preciso me informar mais, como já disse.
Perdoem-me por esse texto tão pessoal. Mas é que, de repente, tive uma vontade súbita de escrever sobre isso que há tanto guardo para mim. Essa é minha opinião no momento, talvez totalmente equivocada, mas é. Amanhã posso ter outra completamente diferente.
Termino minha postagem com duas citações de música que marcam esse momento da minha vida e esse texto.

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo" (Raul Seixas)
"Vivendo e aprendendo a jogar, vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar" (Não sei o compositor)

Obrigado por me aguentarem mais uma vez.
Abraços a todos, queridos leitores.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Injustiça nos resultados do Carnaval 2008

Depois de um tempo sem postar nada aqui, volto pra escrever sobre uma grande revolta minha que, infelizmente, se repete neste ano: a injustiça nos resultados do Carnaval 2008.
Quem assistiu a apuração dessa quarta feira de cinzas, dia 7/02/2008, percebeu isso nitidamente.
A vencedora, mais uma vez e, infelizmente, foi a Beija -Flor .Quem me conhece sabe que eu simplesmente ODEIO do fundo do meu coração essa agremiação. Mas, devo admitir, que realmente estava luxuosíssima e belíssima.
Apesar disso, acredito que nada justifica as notas baixas dadas às outras escolas, verdadeiras ofensas aos seus torcedores e membros.

Notas arrasadoras de jurado do Quesito Harmonia:
Um dos jurados, por exemplo, no quesito Harmonia, simplesmente arrasou com todas as escolas. Evaldo Santos Santos é o nome dele. Quando a criatura começou a dar as notas, pensei: "Esse áí aparece morto amanhã", porque ele detonou não só uma, como quase todas: 8.9 pra Porto da Pedra; 9.2 pro Salgueiro; 9.5 pra Portela; 9.4 pra Mangueira; 9 pra Viradouro e pra Tijuca; 9.6 pra Imperatriz e 8.8 pra Vila. Um absurdo!!! Sem contar, que muitas das escolas receberam notas altas dos outros jurados no quesito, como foi o caso do Salgueiro: 10 em todos e 9.2 nesse crápula. E será que foi coincidência esse jurado dar 10 pra Beija Flor e Grande Rio? Acho que não. Tem alguma mutreta nessa história.

Outras injustiças:
Além desse jurado "legal", tiveram muitos outros que saíram distribuindo 9 e alguns quebrados pras agremiações, enquanto a Beija Flor ficava com seus muitos 10 e pouquíssimos 9.9 e 9.8.
Outra pergunta: o que leva um jurado a dar 9.9? O que o faz tirar um décimo da escola? Realmente fico curioso pra saber isso. Acredito que o método antigo era muito mais justo, com notas que poderiam variar de 7, 7.25, 7.5, 8 etc.
Outra possível solução para esse problema das notas distoantes desse jurados alucinados, seria o antiga regra de descartar a menor nota, como ainda acontece no Grupo de Acesso A.
Desculpem-me estar despejando toda a minha revolta em cima de vocês. Sei que não é culpa de ninguém esse infeliz resultado. Mas é que realmente fico puto com essa injustiça toda (Perdoem-me o palavrão).

Injustiça com a Viradouro foi a mais visível:
De fato, a Viradouro conseguiu arrepiar na noite de domingo, trazendo carros inovadores como o do ski, o das baratas que subiam e desciam e o incrível protesto no carro que seria o do Holocausto (censurado pela Federação Israelita).
Além disso, as fantasias também foram as mais criativas e de fácil entendimento: aranhas, que engatinhavam pela Sapucaí; a ala da guilhotinha; da Joana D'arc e tantas outras.
Mas, uma coisa inexplicável aconteceu quando abriram os envelopes e revelaram os resultados: mais uma vez Paulo Barros foi injustiçado, sem ganhar nenhuma nota 10 no quesito Alegorias e Adereços, como ocorreu em 2006,ano em que Barros fez um Carnaval excepcional na Unidos da Tijuca sobre a Música.
O fato é que Barros incomoda, com seu novo jeito de fazer Carnaval. Pra mim, foi a melhor escola, pois foi A DIFERENTE. E isso chamou bastante minha atenção.
Voltando ao assunto da robalheira: a Viradouro conquistou apenas um 7º lugar super injusto, não podendo sequer desfilar no Sábado das Campeãs.

O objetivo desta matéria foi simplesmente expor o meu ponto de vista sobre esse absurdo ocorrido nesse ano. É triste dizer, mas cada vez fico mais desiludido com o Carnaval. Felizmente há justiça em alguns prêmios individuais, como o Estandarte de Ouro. Meus pêsames para todas as escolas injustiçadas e meus parabéns às campeãs do Estandarte de Ouro.

Abraços a todos

Escrito por: Lucas de Castro