E hoje não poderia ser diferente.
Mas por que isso?
Porque simplesmente não se está disponível todos os dias e também não se está a fim de escrever todos os dias. Eu, particularmente, estar com essa vontade para redigir bons textos.
Digamos que hoje estou inspirado e irei falar de Cinema.
Já devia ter falado sobre isso há uma semana, já que foi na última quinta-feira que assisti ao filme sobre o qual irei comentar. Mas como as idéias ainda estão fresquinhas na minha mente, vou redigir esse texto pra vocês, mesmo com esse pequeno atraso.
O filme é "Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", com direção de Tim Burton e estrelado por Johnny Depp.
Resumindo rapidamente a história do filme: Sweeney Todd era Benjamim Barker, apaixonado por uma bela moça. No entanto, um poderoso juiz também apaixona-se por essa moça e devido a sua autoridade coloca Barker atrás das grades , devido a uma falsa acusação.
Depois de passar anos e mais anos na cadeia, Barker volta com o nome de Sweeney Todd e conhece a Sra. Lovett's (acho que é esse o nome dela), dona da pior loja de tortas de Londres(hahaha). No decorrer da trama, Todd torna-se "sócio" de Lovett no negócio, contribuindo com a carne das tortas.
Bem... Esse resumo pode não ter sido lá muito explicativo, mas, essa é a minha intenção. Não quero contar muito pra vocês, porque o bom desse filme é a surpresa que ele causa no espectador.
Falando do talentoso Tim Burton, não é de hoje que me encanto com as histórias dele. Sou fã de longas como "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" e "A Noiva Cadáver". Mas esse filme me despertou um interesse especial, justamente por tratar-se de um musical (meu gênero preferido de filmes).
Queria ver o que o louco do Tim Burton ia fazer num musical e gostei muito do resultado.
"Sweeney Todd" é um musical literalmente, pois quase todos os diálogos são cantados (e muito bem cantados, por sinal). As melodias desempenham papel fundamental na agilidade da trama, ajudando em momentos de suspense e até de humor.
Além disso, o filme é um musical que não muito comum. Não apresenta números musicais específicos, como ocorre em "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" e "Chicago", nos quais os números musicais não são essenciais para se entender a história. São apenas charmes adicionais.
Ao contrário deles, "Sweeney" conta suas histórias através das músicas. Ou melhor, através da música. Porque num filme como este é difícil dizer onde começa uma música e onde termina a outra. É tudo muito contínuo.
Me arrisco a dizer que, por conta dessa característica peculiar, esse será um filme amado e odiado.
Amado pelos fascinados por música;pelos que ficarão fascinados com a arte de contar a história através da Música; pelos que ficarão inquietos ao assitir; pelos que ficarão impressionados com as impecáveis atuações; pelas belas vozes; pelo belo figurino, bela fotografia; pela qualidade técnica, etc.
E odiado por aqueles que estão presos aos filmes convencionais, nos quais tudo é falado; por aqueles que não suportarão ver sangue; por aqueles que esperarão ouvir belas canções falando de amor; por aqueles que entrarão no cinema para ver um filme em padrões hollywoodianos e que perceberão que trata-se de um filme diferente, cult, etc.
Destaco no filme o humor que ele traz consigo, apesar de ser um filme incrivelmente sangrento e com fortes cargas de suspense. Algumas cenas são realmente impagáveis, com os atores contracenando entre si, através da Música e propondo coisas absurdas, o que faz o espectador rir por conta delas. Um humor incrivelmente negro.
A dupla Johnny Depp e Helena não sei das quantas (mulher do Tim Burton) funcionou muito bem. A cena em que os dois propõem uma sociedade na loja de tortas e a que ela sonho com um futuro feliz são engraçadíssimas.
Só lamento de mais uma vez a Academia não ter reconhecido o talento de Johnny Depp.
A dica está dada. Assistam e me digam depois, ok?
Abraços a todos.
Escrito por: Lucas de Castro